Nordeste em mim
Morada do sol em meu corpo,
corpo em brasa,
é sol que nasce e não se esconde,
na beira do mar.
Caminho no ritmo de um coqueiro,
são pernas que se cruzam,
corpos que balançam,
com a brisa do mar.
É mar, é sol, é cheiro de maresia...
ar que me aquece,
aqueço- me em teu corpo,
e não posso parar...
Nordeste em meu corpo,
como sol a brilhar,
se me perco te procurando,
é porque não posso parar.
Quero o sol no meu corpo,
esquentando o olhar,
quero o brilho do dia,
na beira do mar.
Se nordestina é que sou ?
não posso parar...
aqueço-me em teu corpo,
que me põe a bailar.
O ritmo impregna minha alma,
mistura os passos,
molha o meu corpo,
ferve meu seio,
deixa meu cheiro,
nas ondas do mar ....
O Nordeste me fez assim,
sou doce, forte e natural,
danço com a alma,
aqueço com o olhar,
e admiro a vida,
na beira do mar.
Meu corpo lembrou do Nordeste,
somos sol, calor, e amor que aquece,
sou brasa, brisa e calor,
se nordestina é que sou?
tenho um doce sabor...
Se nasci assim,
não posso parar,
me abraço em teu sol,
deixo meu cheiro em teu corpo,
misturo meus passos,
confundo-me em teus abraços,
descubro teu corpo,
na beira do mar.
(Adriana Simeão)


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